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Pesquisa da USP revela riscos da automedicação no tratamento da insônia

Estudo aponta que quatro em cada dez pessoas avaliadas utilizam remédios que não são indicados para tratar a insônia

Redação
Por Redação
11/08/2026 às 16:11 Canoinhas, SC
Pesquisa da USP revela riscos da automedicação no tratamento da insônia

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP alerta para os riscos da automedicação entre pessoas que sofrem com insônia. O estudo avaliou 1.158 pacientes e mostrou que 60% já utilizavam medicamentos para dormir, incluindo remédios de uso controlado. A insônia é caracterizada pela dificuldade frequente para iniciar ou manter o sono e, quando persiste por pelo menos três meses, pode ser considerada um transtorno.

O levantamento também revelou um dado preocupante: quatro em cada dez pacientes usavam medicamentos que não são indicados para o tratamento da insônia. Esses remédios acabam sendo procurados porque podem provocar sonolência como efeito colateral e, em alguns casos, não exigem receita médica. Segundo os pesquisadores, porém, o uso sem orientação profissional pode trazer riscos e apenas mascarar as causas do problema, atrasando a busca pelo tratamento adequado.

Especialistas destacam que medicamentos podem ser utilizados quando há indicação e acompanhamento médico, mas o tratamento da insônia também deve considerar mudanças de hábitos e os fatores que contribuem para a dificuldade de dormir. A terapia cognitivo-comportamental é apontada como uma das principais abordagens, ajudando o paciente a desenvolver hábitos de sono mais adequados e a lidar com pensamentos e comportamentos que representam gatilhos para a insônia.