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Deficiência de vitamina D está associada a risco 62% maior de varizes

Estudo realizado com mais de 514 mil pacientes aponta que a carência do nutriente pode elevar significativamente as chances de complicações vasculares e inflamações.

Redação Clube
Por Redação Clube
11/08/2026 às 07:08 Canoinhas, SC
Deficiência de vitamina D está associada a risco 62% maior de varizes

Uma pesquisa publicada no periódico científico Fronteiras da Nutrição revelou que a deficiência de vitamina D está associada a um aumento de 62% no risco de desenvolvimento de varizes. O estudo analisou dados de mais de 514 mil adultos acima dos 40 anos entre 2010 e 2023, comparando pacientes com níveis do nutriente iguais ou inferiores a 19,9 ng/mL com aqueles que possuíam concentrações consideradas suficientes, a partir de 30 ng/mL.

Além do risco geral, a investigação identificou índices ainda mais elevados para quadros graves da condição. De acordo com o levantamento, a carência da substância aumenta em:

  • 122% o risco de varizes com úlceras;
  • 171% o risco de varizes acompanhadas de inflamação;
  • 45% a probabilidade de outras complicações vasculares.

A hipótese para essa correlação reside na atuação da vitamina D sobre o endotélio, a camada interna dos vasos sanguíneos, e sua participação no controle da inflamação e do estresse oxidativo. Como as varizes resultam do enfraquecimento das paredes venosas e falhas nas válvulas que conduzem o sangue ao coração, os baixos níveis do nutriente podem interferir na regulação vascular. Entretanto, o estudo aponta uma associação e não uma causa direta, visto que fatores como sedentarismo, obesidade e exposição solar também impactam a saúde circulatória e não foram detalhados na base de dados.

Apesar da relevância dos dados para a prevenção, a correção de eventuais deficiências por meio de suplementação não substitui o diagnóstico e o tratamento médico especializado. A indicação de reposição vitamínica deve ser individualizada, considerando o histórico clínico e fatores de risco. Pacientes com sintomas como veias dilatadas, dor, inchaço ou feridas nas pernas devem buscar avaliação de um cirurgião vascular para o manejo adequado da condição.