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Indústrias de Santa Catarina expandem operações para o Paraguai em busca de competitividade

Redução de carga tributária, simplificação burocrática e incentivos da Lei da Maquila atraem gigantes do setor têxtil catarinense para o país vizinho.

Redação Clube
Por Redação Clube
09/08/2026 às 15:27 Canoinhas, SC
Indústrias de Santa Catarina expandem operações para o Paraguai em busca de competitividade

Grandes corporações do setor têxtil de Santa Catarina, como Altenburg, Döhler e Karsten, estão ampliando suas atividades produtivas no Paraguai. O movimento de internacionalização busca reduzir custos operacionais e diversificar estratégias industriais. Empresas como Buddemeyer e Lunelli também integram o grupo de companhias que identificaram no território paraguaio uma alternativa para expandir a produção, com investimentos recentes em novas unidades fabris voltadas ao atendimento dos mercados brasileiro e internacional.

A migração de parte da cadeia produtiva é motivada por vantagens competitivas, como uma carga tributária em torno de 15% do PIB e a simplificação de processos burocráticos para a abertura de negócios e emissão de documentos fiscais. O principal mecanismo de incentivo é a Lei da Maquila, que estabelece isenção de impostos para a importação de máquinas e matérias-primas, além de aplicar um tributo único de 1% sobre o valor das mercadorias destinadas à exportação. Esse regime fiscal visa acelerar o desenvolvimento industrial e garantir estabilidade jurídica aos investidores.

Dados apontam que o Paraguai possui cerca de 320 empresas operando como maquiladoras, das quais 70% são de origem brasileira. No primeiro semestre de 2026, as exportações sob este regime somaram US$ 717 milhões, apresentando um crescimento de 25% em comparação ao ano anterior. O Brasil é o destino de 62% desses embarques, indicando que as indústrias utilizam os benefícios fiscais locais para abastecer o mercado doméstico brasileiro com produtos de valor agregado.

Além dos benefícios fiscais e encargos trabalhistas reduzidos, o país vizinho é estrategicamente utilizado como plataforma para acessar outros mercados da América Latina e dos Estados Unidos. O processo de expansão exige que as empresas busquem o equilíbrio entre a economia de impostos e o volume de produção, transformando o Paraguai em um centro logístico para a finalização de produtos e fortalecimento da presença global das marcas catarinenses.