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'Doe órgãos, doe esperança': Setembro Verde conscientiza sobre a doação que salva vidas

Brasil registra 45% de recusa familiar na autorização para transplantes; diálogo em casa é o principal passo para salvar vidas

Redação
Por Redação
02/09/2026 às 14:16 Canoinhas, SC
'Doe órgãos, doe esperança': Setembro Verde conscientiza sobre a doação que salva vidas

A campanha Setembro Verde reforça o alerta para a população sobre um gesto de solidariedade que pode transformar e salvar vidas. Embora o Brasil venha registrando avanços nos índices de procedimentos, a recusa familiar ainda é o principal obstáculo para a realização de transplantes no país, atingindo cerca de 45% dos casos. Pela legislação brasileira, a doação pós-morte depende exclusivamente da autorização dos parentes de até segundo grau. Por essa razão, especialistas reforçam que o caminho mais eficaz para garantir que a vontade do doador seja respeitada é conversar abertamente sobre o assunto com a família em vida.

Atualmente, quase 50 mil pessoas aguardam por um órgão no Brasil, sendo os rins e o fígado as maiores demandas no Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Ao contrário do que muitos pensam, a chamada "fila de transplante" não funciona por ordem simples de chegada. O sistema utiliza critérios estritamente técnicos para a distribuição, cruzando dados de compatibilidade genética, tempo de espera e a gravidade do estado de saúde do paciente. No caso do transplante hepático, por exemplo, quanto mais grave o quadro clínico do doador receptivo, maior a sua prioridade na lista.


Um único doador tem o potencial de ajudar múltiplas pessoas que necessitam de rins, coração, pulmões, pâncreas e outros tecidos. O processo é totalmente regulado por centrais oficiais que garantem transparência e segurança médica do início ao fim. Esse mês de conscientização representa um convite para conversar com seus familiares, declarar sua intenção e ajudar a transformar o momento de dor em uma nova oportunidade de viver para quem ainda aguarda na fila.