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Um em Cada Quatro Idosos Sofre Quedas no Brasil: Dados Revelam Riscos Dentro de Casa

Estudo revela que 25,1% dos idosos brasileiros sofrem quedas anualmente, com riscos ampliados a partir dos 80 anos. Conheça as estatísticas e as principais causas domésticas.

Redação Clube
Por Redação Clube
15/09/2026 às 08:34 Canoinhas, SC
Um em Cada Quatro Idosos Sofre Quedas no Brasil: Dados Revelam Riscos Dentro de Casa

Cerca de 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofrem pelo menos uma queda por ano, número que representa um em cada quatro indivíduos nessa faixa etária. O índice torna-se ainda mais expressivo entre pessoas com 80 anos ou mais, grupo no qual a taxa atinge 40% anualmente, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Levantamentos da Organização Mundial da Saúde indicam que, das cerca de um milhão de fraturas de fêmur registradas no mundo a cada ano, 600 mil ocorrem no Brasil, sendo 90% desses casos decorrentes de quedas.

A maior parte dos acidentes acontece dentro da própria residência, em locais com pouca iluminação, pisos escorregadios, tapetes soltos, ausência de barras de apoio e escadas sem corrimão. Conforme dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, 1,8% dos episódios provocam fraturas graves no quadril ou no fêmur, e 31,8% desses pacientes necessitam de cirurgia para a colocação de prótese. Especialistas apontam que fatores biológicos, como perda de equilíbrio, redução de força muscular e problemas de visão, somam-se a comportamentos de risco, a exemplo do uso de meias em pisos lisos ou subida em bancos.

Representantes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo esclarecem que a perda de equilíbrio e os tombos não constituem etapas obrigatórias do envelhecimento, mas podem ser prevenidos por meio de intervenções no ambiente e cuidados clínicos regulares. As entidades orientam que a remoção de obstáculos no chão, a prática de atividades físicas para fortalecimento muscular e a instalação de suportes de segurança reduzem a probabilidade de acidentes e preservam a capacidade funcional da população com 65 anos ou mais, que já ultrapassa 22 milhões de pessoas no país.