O uso de drones e inteligência artificial vem ganhando espaço na pecuária brasileira e ajudando produtores a tomar decisões mais precisas no manejo das pastagens. A tecnologia analisa imagens das áreas de criação e fornece informações sobre a quantidade e a qualidade da forragem disponível. Segundo o zootecnista e professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Leandro Barbero, o objetivo é dar mais rapidez e precisão ao produtor, sem substituir a experiência de quem trabalha na propriedade.
As ferramentas identificam informações como biomassa, altura do pasto e presença de plantas daninhas, além de considerar a localização do rebanho e as condições climáticas. A partir desses dados, a inteligência artificial indica o momento mais adequado para a entrada e a saída dos animais dos piquetes, permitindo que as áreas tenham tempo suficiente para se recuperar. Segundo o especialista, a tecnologia apresenta índice de acerto de aproximadamente 96% na definição do manejo.
Os drones utilizados podem ser aplicados em propriedades de diferentes tamanhos, desde áreas menores até fazendas com milhares de hectares. Além do monitoramento das pastagens, os equipamentos podem auxiliar em pulverizações, aplicação de fertilizantes e identificação de obstáculos no terreno. Para o zootecnista, melhorar o aproveitamento do pasto é um dos caminhos para aumentar a eficiência e a lucratividade da pecuária, já que dados de pesquisa apontam que uma parcela significativa da produção de forragem ainda não é aproveitada pelos animais.