Santa Catarina recebeu duas bolsas de sangue raro para atender uma paciente com anemia falciforme, internada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. O material chegou na madrugada do último sábado (24), após solicitação do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) ao Banco de Doadores de Sangue Raro. A compatibilidade necessária para a paciente pode ser encontrada em apenas uma a cada 100 mil pessoas, o que torna a localização de doadores um grande desafio.
Segundo o HEMOSC, as bolsas foram enviadas de São Paulo e permanecerão reservadas, já que o estado de saúde da paciente está estável. O sangue poderá ser armazenado por até 42 dias, respeitando as condições de conservação. Caso não seja necessário utilizá-lo, o material poderá ser destinado a outros pacientes compatíveis. Somente em 2026, Santa Catarina já enviou cinco bolsas de sangue raro para outros estados e recebeu quatro, demonstrando a importância da cooperação entre os bancos de sangue do país.
A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que altera o formato dos glóbulos vermelhos, dificultando a circulação sanguínea e podendo provocar anemia e outras complicações. Em determinados casos, os pacientes precisam de transfusões com características específicas de compatibilidade. O HEMOSC reforça que a doação de sangue é fundamental para salvar vidas, especialmente em situações que envolvem tipos sanguíneos raros. Atualmente, o Cadastro Nacional de Sangue Raro reúne mais de 2 mil doadores registrados e já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes.
Em Canoinhas, a Unidade de Coleta do Hemosc atende das 8h às 13h. Os interessados em doar sangue podem agendar o atendimento pelo site oficial do Hemosc ou pelo WhatsApp (47) 3305-7545.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) / HEMOSC