De acordo com uma pesquisa recente, o número de pessoas com 65 anos ou mais superou, pela primeira vez, o total de crianças no planeta. Atualmente, os idosos já somam 10,5% da população global, refletindo uma queda acentuada na taxa de natalidade. A mudança não se limita mais a países conhecidos pelo envelhecimento, como Japão e Itália. Hoje, mais de 71% das pessoas vivem em nações onde o número de nascimentos é igual ou inferior à taxa de reposição populacional — um salto expressivo em comparação aos 45% registrados em 2013.
Essa transformação na pirâmide etária traz consequências diretas para a economia global. Com uma presença menor de jovens ingressando no mercado de trabalho, reduz-se a força laboral disponível, o que pressiona empresas e países a buscarem soluções em automação e ganhos de produtividade. Ao mesmo tempo, os governos passam a lidar com um dilema orçamentário duplo: o aumento substancial nas despesas com saúde pública e aposentadorias, acompanhado de uma provável queda na arrecadação de impostos sobre os salários.
Segundo especialistas, a tendência é de que esse cenário se intensifique rapidamente nas próximas décadas. A estimativa é que, até o ano de 2050, o número de idosos no planeta seja mais do que o dobro do número de crianças pequenas.