A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a presença de um foco de Amaranthus palmeri, popularmente conhecido como caruru-gigante, em uma propriedade rural no município de Campo Erê, no Oeste catarinense. A espécie é considerada uma das plantas daninhas mais agressivas para a agricultura devido ao seu alto potencial de dispersão e grande capacidade reprodutiva. A confirmação laboratorial ocorreu por meio de análises morfológicas e moleculares, seguindo protocolos de defesa sanitária vegetal para evitar a disseminação da praga.
Como resposta imediata, a Cidasc iniciou medidas fitossanitárias previstas na legislação federal, incluindo a interdição da propriedade afetada, a erradicação das plantas identificadas e o levantamento de delimitação em áreas vizinhas. O monitoramento no entorno é considerado essencial para evitar novos registros e proteger as lavouras do estado. O governo catarinense destaca que o sistema de defesa agropecuária está mobilizado para preservar a competitividade da produção agrícola local através de ações estratégicas e céleres para o controle da praga quarentenária.
O caruru-gigante destaca-se pela velocidade de crescimento, podendo atingir três centímetros por dia, e pela alta produção de sementes, que variam de 200 mil a mais de 1 milhão por planta. Essas sementes permanecem viáveis no solo por anos, dificultando o controle após a introdução. A praga, que já foi registrada nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, apresenta resistência a herbicidas amplamente utilizados, como o glifosato, o que compromete especialmente o desenvolvimento de culturas de soja e milho por competir por água, luz e nutrientes.
A principal via de entrada da praga em novas áreas é o trânsito de máquinas agrícolas contaminadas, o que torna a limpeza rigorosa de equipamentos e o uso de sementes certificadas medidas preventivas fundamentais. Produtores devem ficar atentos a características como folhas ovais com pecíolo longo e possíveis manchas brancas em formato de "V" invertido. Suspeitas de infestação devem ser comunicadas imediatamente à Cidasc por e-mail ou nas unidades locais para viabilizar a detecção precoce e a contenção do avanço do caruru-gigante no estado.