A cotação da saca de soja retomou o patamar de R$ 130 no porto de Paranaguá (PR), após o indicador Cepea/Esalq registrar um avanço de 0,87% nesta quinta-feira. O mercado tem operado em uma faixa estreita de preços, oscilando entre R$ 129 e R$ 130, refletindo um período de instabilidade nas negociações e uma postura mais retraída por parte dos produtores rurais brasileiros.
O cenário atual é influenciado diretamente pelos desdobramentos de conflitos internacionais, que geram incertezas e fazem com que os vendedores aguardem por valorizações mais expressivas. Em contrapartida, os compradores tentam reduzir os valores ofertados devido à ampla oferta interna. Projeções do Rabobank indicam uma safra de 181 milhões de toneladas, mas alertam que o aumento no preço do diesel e o encarecimento do frete têm limitado a rentabilidade repassada ao produtor para o ciclo 2025/26.
Na esfera internacional, a Bolsa de Chicago encerrou o dia em alta, impulsionada pela expectativa de crescimento na demanda dos Estados Unidos. Os contratos com vencimento para maio apresentaram valorização de 0,17%, sendo comercializados a US$ 11,7375 por bushel. Esse movimento externo contribui para a sustentação dos preços, embora o mercado interno ainda lide com pressões logísticas e regionais.
Em outras praças monitoradas no Brasil, a tendência foi de baixa. Em Ponta Grossa (PR), o valor da saca recuou para R$ 122, enquanto em Campo Grande (MS) a queda foi mais acentuada, com o preço fixado em R$ 110. Já em Luis Eduardo Magalhães (BA), a soja encerrou o dia cotada a R$ 116, consolidando um cenário de variações negativas no interior do país, apesar da estabilidade verificada no porto paranaense.