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Brasil registra maior marca de desaparecimentos em dez anos; golpes na internet e dívidas de jogos impulsionam alta

Primeiro semestre de 2026 registrou mais de 43 mil ocorrências no país, com alta de 23% impulsionada por golpe de jogos on-line, crimes virtuais e vulnerabilidade de jovens

Redação
Por Redação
03/09/2026 às 07:41 Canoinhas, SC
Brasil registra maior marca de desaparecimentos em dez anos; golpes na internet e dívidas de jogos impulsionam alta
O Brasil alcançou a marca mais alta de desaparecimentos da última década no primeiro semestre de 2026, contabilizando 43.910 registros entre janeiro e junho — um salto de 23% em comparação ao mesmo período de 2016. O avanço elevou a média nacional para 242 casos por dia, o equivalente a cerca de dez desaparecimentos por hora. Em números absolutos, o estado de São Paulo liderou a estatística com mais de 10 mil ocorrências, enquanto o Distrito Federal apresentou a maior taxa proporcional do país, registrando 65,89 casos por 100 mil habitantes — índice quase duas vezes superior à média nacional. Outro dado alarmante aponta que 30% das vítimas têm de 0 a 17 anos.

Especialistas da área de segurança apontam que as razões para os desaparecimentos vão além dos casos involuntários ou forçados por crimes. Houve um aumento expressivo no aliciamento de adolescentes por meio de relacionamentos virtuais, nos quais os jovens são induzidos a encontrar desconhecidos em outras cidades. Paralelamente, o endividamento provocado por jogos de apostas on-line surgiu como um novo causador de desaparecimentos voluntários, motivando pessoas endividadas a fugirem em momento de desespero. Além dessas situações, os episódios de tráfico humano continuam entre as principais causas investigadas.

Autoridades policiais reforçam que a busca deve ser imediata, desmistificando a ideia de que é preciso aguardar 24 horas para registrar a ocorrência. Amparada pela Lei da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, a população deve procurar a delegacia mais próxima assim que notar a quebra de rotina. Especialistas defendem que a união entre polícias, Ministério Público, redes de saúde e educação é o único caminho para agilizar o cruzamento de dados durante as investigações.