Uma operação da Polícia Civil desarticulou um esquema criminoso especializado em fraudar documentos e anilhas para mascarar o tráfico de animais silvestres no Norte do estado. Batizada de "Anilha Profana", a ação mobilizou cerca de 60 policiais para cumprir ordens judiciais e desvendar uma rede que fornecia papéis adulterados para dar uma falsa aparência de legalidade a aves retiradas da natureza, como araras e papagaios.
Durante a ofensiva, as autoridades cumpriram diversos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão de quatro pessoas, incluindo três detidas em flagrante por utilizarem papéis adulterados e uma com prisão preventiva decretada. Nos locais fiscalizados, as equipes resgataram exemplares de fauna silvestre — como araras-canindé e um papagaio-verdadeiro — que estavam sob a posse de tutores amparados por certificados fraudulentos, além do sequestro de bens vinculados aos lucros ilícitos da atividade.
As investigações apontaram que o principal alvo da operação já possuía antecedentes criminais e histórico de atuação no mercado clandestino de fauna. O grupo comercializava tanto os animais quanto os kits de falsificação para enganar os órgãos de fiscalização. Enquanto os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional à disposição da Justiça, os animais resgatados receberam os cuidados necessários e foram repassados aos órgãos ambientais para o processo de reabilitação e futura destinação adequada.